Sábado, Dezembro 31, 2011

Common- The Dreamer/The Believer [ Review]


"O sonho comanda a vida" já dizia o poeta e num contexto diferente Martin Luther King teve uma afirmação que o celebrizou também. 

Por outro lado, a realidade molda-se com factos e mostra-nos Common, um dos porta-estandartes do HipHop consciente já no seu 9º álbum com a mesma vitalidade de outrora. 

Também se pode questionar a perda de fulgor do artista nos anos seguintes ao incontestável "Be". E olhando com atenção para a sua discografia, não há muito apontar. "Finding Forever" foi um disco interessante, já com Universal Mind Control poder-se-ia abrir uma discussão engraçada e a "misteriosa" influência de Erykah Badu em "Electric Circus" outra. 


Nesta nova fase da carreira, Common surge na zona de conforto, isto é, acompanhado por seu amigo de infância e produtor dos seus 3 primeiros êxitos passados, NO I.D. o mesmo que lhe proporcionou a sonoridade que cativou a sua enorme base de fãs. Se conhecem a carreira de Common sabem muito bem ao que me refiro, caso contrário sugiro uma escutadela a "Resurrection" a título de exemplo. 


Para a obra nascer, nada melhor que sonhar logo nada mais apropriado do que abrir com "The dreamer". Aqui é introduzida a essência do álbum e vislumbra-se, de imediato, o caminho a traçado com a declamação da escritora e activista, Maya Angelou, que nos refere esse poder fantástico do ser humano, o atrevimento de sonhar. 

E por falar em sonho. Que tal Nas e Common no mesmo tema? Pois é, ambos surgem sobre uma batida avassaladora de " Ghetto dreams". 

Ainda agora começou e pensamos que o céu é o limite e aí surge oportunamente o wordplay "Blue sky". Enérgico e auto-motivador. 

Ainda a recuperar o fôlego somos arrebatados pelo sample de " So sweet", tema onde Common aproveita para largar um egotrip da praxe, o qual suscitou polémica por ser direccionado para Drake. 


Beefs à parte, a conhecida faceta "ladies man" vem à tona com o nostálgico "Lovin I Lost" e o pretensioso "Raw ( How you like it). "Cloth" surge na mesma linha embora se refira ao amor de uma maneira mais madura e ponderada. Já" Windows" centra-se mais nos sentimentos fortes entre pais e filhos. 

A finalizar, a omnipresença do pai de Common no seu característico estilo spoken word. 


The dreamer/The dreamer abre e fecha com dois discursos, ambos sonhadores, ambos crentes. Duas personagens diferentes. Uma mulher que sempre sonhou com uma sociedade mais justa e um homem que acredita na transcendência do ser humano. Tudo isto para nos fazer entender que sonhar e acreditar são complementares. Porque sonhar e acreditar podem fazer a diferença. Porque só assim se pode ambicionar mais. Porque só assim nos podemos transcender. 

"The dreamer/ The believer" não surpreende e isso não tem de ser necessariamente mau, surge impregnado das boas vibrações que o seu autor sempre nos habituou ao longo de quase 20 anos de carreira. E isso faz-nos sentir bem no final e com vontade de repetir. 

Se era essa a pretensão de Common, então conseguiu!

Bónus: Letras
Maya Angelou: I am a human being

Sexta-feira, Dezembro 30, 2011

MadC goes Neon


MadC goes Neon from Molotow on Vimeo.

Porque não existe só uma marca de latas a fazer vídeos " à maneira" para se auto-promoverem, agora é vez de mostrar algo da BELTON e da sua extraordinária MAD C

Quarta-feira, Dezembro 28, 2011

Boog Brown/ Rapsody

Para quem não conhece deixo aqui uma sugestão para duas mc's com algum buzz significativo, Boog Brown e Rapsody.

A primeira fez uma parceria com Apollo Brown da qual resultou " The Brown Study", ainda em 2010. Este ano não segui devidamente novos desenvolvimentos na sua carreira, mas pelo que vim a saber a mc decidiu lançar um disco com remixes do primeiro disco, "Brown Study Remixes".

Rapsody é uma conterrânea e protegida do produtor 9th Wonder, pertencente à crew Kooley High e à editora fundada pelo mesmo, It's A Wonderful World Music Group (IWWMG).
Uma mc com um potencial interessante.

Fica a dica.





Largo Eng(?). José Sócrates


Uma efémera intervenção de street art causou o furor nas ruas do Porto. Isto é, não causou propriamente o furor nas ruas porque a câmara certificou-se que a brincadeira durava pouco tempo, o furor verificou-se mais nas redes sociais e de notícias.

Pelos vistos algum artista se deu ao trabalho ( e bem feito! )de aplicar uma placa de rua em azulejo como podem ver pela foto. Com as inscrições que escuso de transcrever.

Esta intervenção chamou a atenção de muitos transeuntes e da própria câmara que mobilizou, prontamente, 4 funcionários para remover a placa.

Agora colocando-me na pele do "Advogado do diabo". Será que em assuntos camarários mais urgentes, a câmara mobilizaria tão depressa o seu "staff"?

Segunda-feira, Dezembro 26, 2011

SokemOne




Fonte: FatCap

Inky




Mais uma grande noticia para os writers/ street artists do Porto. Muito brevemente mais uma loja da especialidade estará de portas abertas para satisfazer as suas necessidades. Mais novidades em breve.

Estejam atentos.



INKY making of... from INKY-Graffiti,Streetart,Gallery on Vimeo.

Sábado, Dezembro 24, 2011

Common - One day it'll all make sense (Livro)

E porque é Natal, uma pequena sugestão cultural.
Como alguns já devem saber, Common para além de ter editado recentemente o seu " The Dreamer/ The Believer",  tem dividido o seu tempo com a carreira cinematográfica/televisiva paralela e  ainda tem promovido o seu livro onde relata vários episódios da sua vida, com uma abertura muito interessante.
Logo à partida foi um livro que me despertou interesse e o hype que se tem criado à volta do mesmo tem sido bastante positivo, logo daí a adquiri-lo foi um instante ( Amazon foi muito eficaz neste aspecto).

Portanto quando tiver a dar o "Sozinho em Casa 1,2,3,etc"ou qualquer um dos Harry Potter's já tenho com que me entreter.

Feliz Natal!


Quarta-feira, Dezembro 21, 2011

Erase&Arsek - Bulgarian Stuff





Durante a minha consulta usual de revistas internacionais de graffiti,não pude deixar de reparar no trabalho extraordiário e apelativo desta dupla búlgara.
Melhor do que tentar descrever a obra Erase&Arsek é mostrar algumas fotos e vídeos.








FOTOS: AQUI e AQUI

ELZHI - Memory Lane



Porque o fim do ano está aí a bater, nada melhor que mais um vídeo de um dos discos mais falados do ano, Elmatic.

Terça-feira, Dezembro 20, 2011

Common "Celebrate"



Mais um videoclip do mais recente disco de Common " The Dreamer/ The Believer". Brevemente a review.

Fiquem atentos.

Segunda-feira, Dezembro 19, 2011

SHOTTA - PROFUNDO



Com a passagem de Nach por Portugal, combinado com uma maior disponibilidade da minha parte, retomei a minha pesquisa pelo que se tem feito no país vizinho e ao que me apercebi de imediato é que tanto Shotta ( irmão de Tote King)  como os Falsalarma tem disco novo, entre outros. Mais pormenores brevemente por estas bandas. 

Fiquem atentos.

Domingo, Dezembro 18, 2011

Sideway: New York [VideoJogo)



Esqueçam o Sonic e o Super-Mário. O graffiti writer é o novo herói.

Sábado, Dezembro 17, 2011

Blu & Exile "give me my flowers while i can smell them"



Blu e Exile novamente juntos? Não pode (alvoroço na sala).

Blu já tinha deixado o aviso em várias entrevistas que andava a trabalhar numa série de projectos paralelos simultaneamente. Porém, este tem "habilidade" de dizer que está a trabalhar num determinado projecto quando este até já deve estar finalizado. Ultimamente, nunca se sabe bem quando ele irá editar algo. Uma coisa é certa, todos sabem que depois um período de hibernação o "bicho" fica hiperactivo, e desta vez mais que nunca. Álbum a solo "NoYork",  este álbum com Exile, participações pontuais, mixtapes de alter-egos e potenciais colaborações com Pete Rock e Alchemist para 2012.

Pela primeira audição, um projecto na linha do "below the heavens" no que toca à sonoridade imposta por Exile. Quanto ao resto,  por aqui postarei após próximas audições.



Até podem também escutar aqui.

Quinta-feira, Dezembro 15, 2011

Common – The Dreamer/The Believer (Preview)



Ora aí está o preview do próximo álbum de Common, The Dreamer/The Believer que irá para as lojas oficialmente no próximo dia 20.

Basta clicarem na faixa que pretendem para escutar o respectivo tema.

Desfrutem!





Segunda-feira, Dezembro 12, 2011

Nach - Entrevista



Lisboa, 9 Dezembro 2011

“Completo, é a palavra para este disco”


Sala TMN Ao Vivo, 17H em ponto para a entrevista marcada com Nach, de visita ao país para três datas. Faro, Lisboa e Porto receberam um dos maiores embaixadores do Hip Hop espanhol para a apresentação do quinto disco de originais “Mejor Que El Silêncio”. Ninguém sabia de Ignacio Fornes - nome artístico de Nach - até o manager o ter denunciado. Estava na rua a ver o rio Tejo. 
Aos 37 anos, lança o quinto disco de uma carreira já consolidada em Espanha e nos países da América do Sul, onde se sente bem recebido porque entendem o que diz. Usa a poesia para comunicar, homenageia permanentemente a música e tem no Hip Hop a ferramenta para chegar a todos. É um dos expoentes máximos do género em Espanha, quase um guru, preenche o palco com a energia de um novato e tem uma capacidade de escrita fora do comum. Olheiras a revelar poucas horas de sono, casaco de lã a fintar o frio, ar afável, discurso focado e assertivo. É este Nach que recorda a noite em que tocou no Carviçais Rock, que se confessa preocupado com as grandes indústrias, que brinca sobre a sua família de 8 irmãos e 15 sobrinhos, que revela a admiração pelos músicos com quem trabalha, que explica o quão se sente desafiado a escrever temas novos e que admite que “Mejor Que El Silêncio” é, finalmente, um disco completo.



1 – Esta é a segunda vez que estás em Portugal. Já passou algum tempo desde 2006, quando estiveste no Carviçais Rock, no norte do país. Lembraste dessa noite?
Sim, lembro-me perfeitamente! Tocamos na mesma noite de Fat Joe e Mind da Gap. Foi depois do lançamento de “Ars Magna/Miradas” e lembro-me de que falei com espanhóis, portugueses e ingleses na mesma noite. O concerto correu muito bem e o público estava a gritar as músicas! Estava um bom ambiente nessa noite.

2 – E desta vez, que espectáculo nos trazes?
Este é um espectáculo, principalmente, dinâmico, onde dou, não só, toda a minha energia em palco, mas temos uma performance. Temos backvocals, dois MC’s espanhóis muito bons, o DJ não está só a fazer scratch, ele tem uma performance. Não queremos debitar apenas as músicas, queremos dar um espectáculo. Não é um concerto só sobre este disco, há alguns temas mais antigos também no alinhamento e que as pessoas talvez conheçam melhor.

3 – Como defines este disco “Mejor Que El Silencio”?
Completo, é completo. Acho que a melhor definição para este disco é completo. É um disco muito ambicioso porque quis trabalhar com muita gente neste disco. Tem muitas vozes diferentes e muita musicalidade. Houve muito trabalho… Coisas que tenho aprendido, coisas que o meu manager tem tratado. Isto não é só música; há um enorme trabalho de logística. Não é só chegar ao estúdio e gravar as músicas. Há marcações, horários, hotéis, refeições, viagens… Tudo tem que ser bem gerido para chegar ao produto final e este é o resultado de todo esse trabalho e organização. Finalmente posso arriscar e dizer que, desta vez, fiz um álbum completo. E muito pessoal, também. Falo de diferentes experiências. Não trato só temas de rap, falo sobre questões sociais, questões humanas, coisas que estão à minha volta.

4 – E a nível instrumental?
Tive a honra de trabalhar com o Moisés Sanchez, um pianista de Madrid, um verdadeiro génio para mim. Ele trouxe uma vertente mais épica, mais orgânica, mais dinâmica ao disco. Ele captou a minha essência, percebeu quem eu era e qual a minha natureza, e quando me mostrou seis faixas que tinha produzido, fiquei completamente rendido e convidei-o para trabalhar comigo. Eu falava-lhe sobre os temas que queria abordar e ele construía a música à minha imagem. Trabalhei com Baghira, um produtor de Sevilha. É um tipo que mistura tão bem o old school com o new school! Só tem 23 anos e capta os dois estilos muito bem. Quando ouvi beats dele fiquei impressionado e também o convidei para trabalharmos juntos. Tem uma grande atitude nos beats! Trabalhei com um produtor grego que conheci no projecto “Diversidad”, trabalhei com Cookin Soul, entre outros. Foi um privilégio trabalhar com todos eles!

5 – És já um artista consolidado e com uma carreira coerente na cena Hip Hop. É este o momento para a derradeira internacionalização?
Tenho tentado ser! Acho que sim! Tenho estado onde me têm dado essa oportunidade. Hoje estou aqui em Portugal, há duas semanas atrás fizemos dois concertos na Guiné e foi brutal, estava completamente cheio, e temos passado muito tempo na América do Sul. Só sei que temos trabalhado, em conjunto, para chegar o mais longe que conseguirmos. Não sei se este o momento da internacionalização, mas temos tocado em vários países, maioritariamente, hispânicos. Na Europa não me entendem, é muito mais complicado.

6 – Quem gostarias realmente que ouvisse este disco?
Eu só quero que as pessoas ouçam este disco... Não me importo se são pessoas mais ligadas ao rap ou não - apesar de serem essas pessoas que talvez me compreendam mais facilmente – quero que todo o ser humano ouça a minha música. Tive uma experiência maravilhosa de um rapaz com uns 14 anos que estava na rua com o avô e me disse “o meu neto mostrou-me a tua música e tu dizes aquilo que eu quis dizer há décadas atrás; tens a liberdade que eu não tive. Não fazia ideia de que a música podia fazer isso!” Isto surpreende-me. O que posso esperar mais?! É isto que quero ouvir de vez em quando. Se isso acontecer, o meu disco chegou às pessoas certas.

7 – A tua música mostra que és uma pessoa urbana, o que está directamente ligado ao Hip Hop. É essa a tua filosofia de vida? Sentes-te um agente desta cultura?
Eu sou eu. Não sou só um gajo do Hip Hop, sou muito mais que isso. Sou Hip Hop e sou tantas outras coisas! Não sou nem me sinto limitado à cultura. Eu coloco todas a minha sinceridade na minha música, esta é a forma que eu concebo a música. O que faço é honesto e só quero encontrar-me nas minhas músicas. Elas são o meu espelho.

8 – O teu discurso e as tuas letras são duras e muito críticas, mostras claramente a tua opinião e os teus ideais. Quais são as tuas grandes preocupações hoje em dia?
As minhas principais preocupações hoje em dia têm a ver com grandes indústrias e empresas dominantes. Às vezes sinto-me triste porque tento encontrar esperança nas pessoas que eu conheço, na minha família e nos meus amigos, mas quando olho em redor, vejo que o mundo é dominado por grandes companhias e grandes empresas, que dominam, por sua vez, as pessoas. Enquanto estas grandes empresas dominarem o Mundo e até o Governo, nada vai mudar. Só vai piorar o estado em que nos encontramos actualmente. Não há futuro assim! Mas é tudo uma enorme contradição e contra mim falo. Tenho um iphone no bolso, que pertence a uma dessas grandes empresas… Eu também estou dentro deste sistema. É tão complicado alcançares paz de espírito e clareza de pensamento no meio disto tudo! E eu sofro com isso, sofro mesmo, quando olho para os meus 15 sobrinhos, porque eles são o futuro. É assustador!

9 – Tens trabalhado com diversos artistas internacionais, nomeadamente, Talib Kweli, Immortal Technique, Akhenaton… Quais são os teus critérios para trabalhares com outros rappers?
Antes de mais, tenho que ter qualquer tipo de relação pessoal com eles. Talvez o Talib Kweli seja o que menos conheço, mas estive com ele algumas vezes. O Immortal Technique também esteve em concerto em Madrid e estive com ele algumas vezes. Tudo tem a ver com uma relação que se estabelece e tem também a ver com a minha admiração pelo trabalho deles. E há também pessoas com quem trabalho que conheço demasiado bem!

10 – Tens uma forma muito peculiar de rimar. Vem-me imediatamente à ideia a “Efectos Vocales” onde escreveste a letra só com as vogais. Como fizeste isto?
Eu acho que quando se trata de arte e tu tens uma ideia, tens que arranjar forma de a concretizar e, depois, superá-la. Em qualquer tipo de arte! Para a “Efectos Vocales”, surgiu a ideia de escrever uma letra só com as vogais. Achei que seria complicado mas decidi fazê-la. Quando comecei a escrever é que percebi a dificuldade porque parecia que já tinha esgotado todas as palavras. Andava com um caderno a perguntar às pessoas palavras! Demorou bastante! Gosto muito destas experiências. Eu acredito em mim e acredito sempre que sou capaz.

11 – O ano passado, houve uma grande polémica nos media espanhóis, nomeadamente, no El Mundo, a respeito da tua frase “Yo pongo condóm”. O que se passou?
Foi algo que já esqueci mas o que se passou foi que estava a dar na televisão uma campanha publicitária com a frase “Yo pongo condóm”, que é uma frase de uma música minha. Todos pensaram que eu era o autor do anúncio, mas estava tão mau da forma que o fizeram, que eu senti necessidade de reivindicar e dizer que não era meu. Quis que toda a gente soubesse que eu não tive a ver nada com isso e afectou-me negativamente. A imprensa acabou por exagerar neste assunto e isso fez-me sentir mal. Mas o âmago da questão é que se o Alejandro Sanz faz uma música e o Governo quer coloca-la num anúncio, vão pedir-lhe autorização. Mas se a música é do Nach ou de outro artista que não é mainstream, nada acontece… Não têm noção. Pensam que somos burros e que não sabemos o que se passa. Por isso decidi falar.

12 – Continuas a viver em Alicante?
Sim! Estou alguns dias em Alicante, quando preciso de descansar e no Verão, principalmente. Estou grande parte do meu tempo em Barcelona e Madrid, mas continua a viver em Alicante. O único problema é que é uma cidade pequena e, por vezes, torna-se aborrecida. Mas Alicante é a minha cidade e onde regresso sempre.


Por: Vanessa Cardoso

Um especial agradecimento à Vanessa por nos ter cedido, muito gentilmente, esta entrevista.

Dealema@Nach@Harclub 10.11.2011 [Videos]


( foto de: Pedro Queirós "Facebook")

Aproveito a oportunidade para deixar alguns videos do último Sábado no Hardclub. Uma noite muito especial e para mais tarde recordar onde , aliás, foi batido o record de assistência numa festa de HipHop naquela casa.

Desfrutem!!!











Sexta-feira, Dezembro 09, 2011

Nach- Mejor que el silencio

Nas vésperas da visita de Nach ao HardClub, no Porto, deixo a review do seu último disco.

Enquanto escritor de reviews já passei por diversas experiências. Discos bons, maus, assim-assim mas sempre tive o privilégio de falar sobre aqueles que considerava mais relevantes (sublinho o carácter subjectivo deste assunto). Há álbuns e intérpretes mais fáceis de descodificar e outros bem mais complexos devido às especificidades de determinado disco enquadrado com as circunstâncias do seu criador (fase da carreira, discografia,etc).

A história de Nach confunde-se muito com imagem do rap espanhol em terras lusitanas. Conhecemos alguns nomes como Falsalarma, Tote King ou SFDK mas no final de contas é Nach que conta com maior mediatismo além fronteias. E percebe-se bem porquê se analisarmos a sua discografia e acima de tudo o conteúdo da mesma.



"Mejor que el silencio" introduz-se no mesmo tom épico e mobilizador no qual terminou o seu antecessor. "Hambre de victoria" constitui um grito de esperança e ambição sob um piano contemplativo que nos remete para o encerramento de "Un dia en suburbia" embora nos deixe avidamente curiosos para o que se avizinha.
E o que se avizinha é muito, em qualidade, quantidade e diversidade. Preparem-se para o abstracto e o concreto, para desabafos, para egotrip, para reflexões pertinentes, para relatos da vida quotidiana ou até para demonstrações de skill.


Este registo é longo e recheado, as metáforas e outros recursos estilísticos voam, a poesia flui através de uma métrica tão natural quanto elegante.

Há tempo para a seriedade e para diversão, para prever e para recordar. Fala-se de tudo quase como numa conversa de café, só que mais eloquente, e até o CR7 tem direito a uma referência.


Há espaço para trazer convidados reconhecidos internacionalmente como Kweli e Akhneton, falar de revolução com a sua personificação sobre a forma de Mc, Immortal Technique, e ainda recordar os velhos tempos com o veterano El Chojin.

E por incrível por pareça ainda há energia para elaborar uma homenagem vibrante e arrebatadora à própria música em " El idioma de los dioses".

Encontrar adjectivos para ilustrar um disco de Nach torna-se complicado e brinca até com a imparcialidade do julgamento pois estamos a falar de um Mc que atingiu o seu pico de forma desde o duplo  registo Ars Magna/ Miradas e desde aí tem revelado uma classe e coerência assustadoras.


Em tempos referi "Há rapper bons, muitos bons e depois há Nach" e "Mejor que el silencio", mais uma vez, atesta isso em pleno.



Por: André Silva 

Quinta-feira, Dezembro 08, 2011

Chullage - Rapressão Preview EP






" Sete anos sem um lançamento oficial mas com muita aprendizagem, muita luta e muita musica feita com várias pessoas que me enriqueceram. Lanço motivado pelos que, encontrando-me nos bairros, ruas, transportes públicos, redes sociais pediram mais musica. Motivado pela minha fome de MC. Acima de tudo motivado pelo actual estado das coisas e falta de ESTADO nas coisas. Motivado pela resistência e pressão que temos que por nas ruas, nas colunas, nos ecrãs com a musica, as artes visuais e guerrilha. JÁ NÃO DA. Estamos de BARRIGAS VAZIAS E CORAÇÕES PARTIDOS e ainda somos considerados o PROBLEMA SOCIAL. Pa kes ki ben na es ultimus anos e kes sa ta sai gosi pa mo li dja k asa ta da, sensason e di ki ESS MIGRAÇÃO E ILUSÃO ma KA BU TXORA nu ta bem enkontra PAZ PA PATXAMAMA. Justiça e paz " – Chullage

Com o EP Rapressão Preview, Chullage levanta o véu do que será o terceiro disco da sua carreira, Rapressão.Mantendo, como não podia deixar de ser, um carácter de crítica social, Chullage faz de Rapressão (Rap, Ruas e Resistência) uma caixa de ressonância de gritos de afro-descendentes retidos nos enclaves étnicos da Europa ou de outros de todo o mundo que querem ocupar as ruas cansados de viver em pousio económico. 



Terça-feira, Dezembro 06, 2011

Dealema - Grande Tribulação ( Preview)

Se querem ter um cheirinho do novo álbum dos Dealema podem escutar parte da 1ªhora do Rimas e Batidas desta semana, onde poderão escutar alguns temas integrantes do novo disco "A grande tribulação". A par disso podem ainda escutar alguns temas de Nach. Uma clara alusão aos concertos que irão suceder nos próximos dias 8,9 e 10 .




Depois da escuta fiquei ainda mais curioso para ver como este novo trabalho irá funcionar ao vivo.
Um disco com uma carga interventiva muito forte e que faz todo o sentido sair nas vésperas de um ano 2012  nada risonho. Um sinal dos tempos.

Fikem bem

A.Silva

Emicida - Só mais uma noite



Fikem bem

A.Silva

HIPHOPulsação Apresenta: Livro "Homens com dois H's"




Todos os anos costumo fazer um resumo geral anual quando fecha o ano, aí é habitual nomear os melhores do ano, sempre com maior destaque para o capitulo discográfico.
Porém, também destaco outros aspectos e num deles lembro-me de referir a importância de criar mais meios para sustentar a nossa cultura ( blogs,revistas, livros, etc).
Quanto a blogs/sites, os últimos anos tem registado um avanço tremendo.
Revistas continuamos na mesma.
Livros? Devem-se contar pelos dedos de uma mão. E não me lembro de ninguém ter posto os pés ao caminho como estes dois rapazes o fizeram. Portanto, resta-nos apoiar esta tremenda iniciativa.
É importante perceber que este é mais um grande passo na credibilização da cultura HipHop em Portugal.
O meu exemplar já está reservado. E o teu?

Fikem bem
A.Silva

Domingo, Dezembro 04, 2011

Here comes the neighborhood



E se a tua vizinhança fosse uma enorme galeria?

Deixo-vos um trailer de uma espécie de documentário acerca de uma iniciativa que teve lugar em Miami, juntando vários artistas internacionais, com a missão de transformar as paredes de uma pequena localidade.
O resultado pode ser acompanhado numa série de episódios que vão sendo disponibilizados AQUI!.
Convém referir que Portugal também se encontra representado neste certame atráves do "nosso" Vhils aka Alexandre Farto.

Fikem bem

A.Silva

Parabéns BEATBOMBERS!!!!

Já há uns tempos a aguardar pelo ouro!!!

BEATBOMBERS (DJS RIDE E STEREOSSAURO) VENCEM CAMPEONATO DO MUNDO IDA 2011



PARABÉNS

Pharoahe Monch - "Clap (One Day)"


Fica aqui um vídeo muito bem trabalhado do último trabalho de Paroahe Monch, "W.A.R. (We Are Renegades)"

Abraço
Pedro Silva

Sexta-feira, Dezembro 02, 2011

Battle of the year 2011

Veuillez installer Flash Player pour lire la vidéo

Final Battle of the year 2011

Mais videos em: AQUI!

Guerrilla Art



Mais um documentário que aborda o graffiti e a sua ligação à street art contemporânea.

Fikem bem
A.Silva

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