Sementes de Rua


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"Artistas do aerossol" querem liberdade para criar "graffitis"

O presidente da Associação Nacional de Cultura Urbana, "Sementes de Rua", Nuno Costa, fez-se hoje porta-voz dos "artistas do aerossol" e pediu que os deixem pintar muros em zonas degradadas das cidades.

Em defesa dos murais, Nuno Costa sustentou que eles "valorizam espaços urbanos degradados" e quebram a monotonia de quem vai para o trabalho todos os dias e vê "sempre as mesmas coisas".

Assegurando que não gosta de ver cidades "riscadas à toa" e apelando mesmo aos "bons princípios" dos "graffiters", o líder da "Sementes de Rua" pediu, contudo, maior tolerância face a esta arte de rua.

"Se virem alguém a pintar um muro, não denunciem logo. Deixem- no acabar e denunciem no dia seguinte", apelou, provocando riso geral na plateia que o ouvia e onde se incluía um oficial de polícia.

A declaração de Nuno Costa foi produzida na sede da Fundação Filos, do Porto, durante a apresentação do Estudo Prospectivo sobre a Cultura Hip-Hop como Veículo de Conhecimento da Realidade.

O apelo foi subscrito pelo presidente da Filos, padre José Maia.
"Eles não têm dinheiro para outdoors. Dêem-lhes um murinho!", pediu o dirigente da Filos, instituição social que, como disse, "tem na rua o seu ponto de encontro".

A "Sementes de Rua" foi constituída em Novembro de 2006 por adeptos do hip-hop, com o objectivo de incentivar o desenvolvimento sócio-cultural dos jovens, promover o espírito cooperativo e a iniciativa e colectiva dos mesmos, contribuindo para a sua educação integral" No estudo sobre a cultura hip-hop, coordenado pelo próprio padre José Maia, refere-se que os adeptos desta cultura urbana são maioritariamente rapazes dos 18 aos 23 anos, com o 12º ano de escolaridade.

O hip-hop expressa "mensagens de forte teor social" e expressa- se por formas como os "graffitis" (artes plásticas com recurso a aerossóis), o break-dance (dança) ou dj`ing (música) com as quais os jovens pretendem manifestar "sentimentos de liberdade de expressão".
No documento combate-se a ideia generalizada de que o hip-hop é típico de minorias étnicas.
"É uma cultura aberta a todos e, neste sentido, pode ser considerada promotora da igualdade, dado que não se cinge a grupos desfavorecidos e, portanto, não se fecha no conceito de exclusão", acrescenta.

Agência LUSA

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